Atos Públicos

Barão de Itararé reúne cerca de mil manifestantes na porta da Rede Globo no Rio de Janeiro

ato na globo

Foto de Bruno Bou.

A presença ostensiva de homens da Polícia Militar na porta da Rede Globo de Televisão, na noite passada, não intimidou os cerca de mil integrantes da manifestação, segundo os organizadores, realizada em protesto à concentração da mídia no Brasil. Pelas redes sociais, outras 20 mil pessoas assistiram, pela transmissão da Ninja TV, o momento em que um cordão com cerca de 300 pessoas “lacrou” os portões da emissora, no Jardim Botânico, Zona Sul desta capital, em um ato simbólico pela cobrança de cerca de R$ 1 bilhão de impostos que teriam sido sonegados pela empresa de propriedade da família Marinho, em uma operação fraudulenta denunciada pelo jornalista Miguel do Rosário, editor do blog O Cafezinho.

O movimento, organizado por instituições da sociedade civil como o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, pela Frente Ampla pela Liberdade de Expressão (FALE-Rio) e o blog Megacidadania, protocolou o documento encaminhado ao Ministério Público Federal, no qual pede a investigação dos fatos denunciados. Um funcionário da emissora recebeu e assinou cópia da petição na presença do coordenador do Megacidadania, Alexandre Cesar Costa Teixeira.

– É preciso que o Ministério Público investigue os fatos. Trata-se de uma dívida com o Erário que, se não fosse sonegada pela Rede Globo, seria investida em saúde, educação, transportes para o povo brasileiro – afirmou.

Para o coordenador do Barão de Itararé, o cientista político Theófilo Rodrigues, a realização de um protesto, pacífico, em frente à empresa que simboliza o controle da mídia conservadora sobre as comunicações no país, “coloca o movimento em um novo patamar”.

– Ao reunirmos tanta gente hoje, para um ato específico contra a cartelização da mídia brasileira, o que, convenhamos, não se trata de um tema que, por si mesmo, arraste multidões, é uma demonstração clara de que o público está cada vez mais consciente da necessidade de se promover a democratização dos meios de comunicação no Brasil – pontuou.

Logo após receber e passar o recibo na petição, o funcionário da Rede Globo repassou uma nota acerca do fato, na qual nega a dívida com o fisco. Feita a leitura para os manifestantes, quando estendiam o “lacre” à emissora, foi imediatamente contestada por Miguel do Rosário.

– A Rede Globo, ao contrário do que afirmou nessa nota, ainda deve perto de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. A dívida é a soma do impostos mais juros e multa, resultantes de um auto de infração no qual a Receita detectou a intenção da Globo de fraudar o fisco. Em valores atualizados, chegaria perto de R$ 1 bilhão. Se ela pagou, então mostra o recibo de quitação. Apresenta o Darf que, como todo bom pagador de impostos sabe, é o documento da receita onde o contribuinte registra o pagamento de uma dívida tributária – respondeu Rosário.

jornalista, em seu blog, apresenta os documentos que mostram a inadimplência da empresa. “Se tivesse pago, o processo não estaria constando como ‘em trânsito’, conforme se pode verificar com uma Consulta Processual no site da Receita Federal”, afirma.

Do Correio do Brasil

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